Vaginismo: por que a penetração dói e como a fisioterapia pélvica pode ajudar?
Você tenta ter relação e sente ardência, queimação, sensação de rasgar ou como se existisse uma barreira impedindo a penetração?
Talvez você já tenha ouvido que precisa “relaxar mais”.
Mas, em muitas mulheres que atendo com dor na relação, quando avaliamos o assoalho pélvico encontramos algo muito mais concreto:
pontos específicos de tensão muscular que reproduzem exatamente a dor que ela sente durante a penetração.
Algumas pacientes apresentam apenas alguns pontos dolorosos.
Em outras, a musculatura está tão tensa que, durante a avaliação, é possível sentir uma faixa muscular rígida, semelhante a uma corda de violão.
E enquanto esses pontos permanecerem dolorosos e tensionados, simplesmente pedir para a mulher relaxar pode não resolver.
“Parece que tem alguma coisa impedindo a penetração”
Essa é uma das descrições que mais aparecem no consultório.
A mulher tenta a penetração, mas sente:
ardência na entrada da vagina;
sensação de rasgar;
queimação;
pressão;
dor em um ponto específico;
dificuldade para permitir a entrada do pênis;
sensação de que existe uma barreira;
dor que permanece depois da relação.
Muitas chegam chamando isso de vaginismo.
Independentemente do nome utilizado, o mais importante na fisioterapia é descobrir:
onde está a estrutura que está reproduzindo aquela dor?
O que encontro na avaliação de mulheres com dor na relação?
A avaliação do assoalho pélvico permite identificar se existem regiões musculares dolorosas e com aumento importante de tensão.
Ao palpar essa musculatura, podemos encontrar desde pequenos pontos de tensão até regiões muito rígidas.
E existe uma informação extremamente importante durante a avaliação:
quando pressionamos determinado ponto, ele reproduz a mesma dor que a paciente sente durante a relação.
Às vezes a paciente imediatamente diz:
“É exatamente essa dor.”
Isso ajuda a direcionar o tratamento.
Porque não estamos tratando apenas o nome “vaginismo”.
Estamos tratando a estrutura que está gerando ou contribuindo para aquela dor.
Como a fisioterapia pélvica pode ajudar?
Quando encontro pontos de tensão ou regiões musculares muito rígidas, o tratamento pode incluir técnicas manuais direcionadas ao assoalho pélvico.
Uma das abordagens utilizadas é a liberação miofascial.
O objetivo é trabalhar diretamente as regiões que apresentam maior tensão, melhorar a mobilidade dos tecidos e reduzir os pontos que reproduzem a dor.
Não significa simplesmente fazer uma massagem vaginal.
Existe uma avaliação para identificar:
qual músculo está tensionado;
onde está o ponto doloroso;
se a dor é superficial ou profunda;
se existem bandas musculares rígidas;
quais estruturas reproduzem a dor da relação.
A partir disso, o tratamento é direcionado para aquilo que foi encontrado.
Por que só “tentar relaxar” pode não resolver?
Imagine uma musculatura com vários pontos dolorosos e uma região extremamente rígida.
Dizer para essa mulher:
“Respira e relaxa.”
não necessariamente modifica aquela tensão.
Da mesma maneira que podemos encontrar pontos extremamente tensionados em outras regiões do corpo, isso também pode acontecer na musculatura do assoalho pélvico.
Por isso, quando existe um componente muscular importante, precisamos tratar essa musculatura.
E os dilatadores?
O dilatador não precisa ser o primeiro tratamento e não é obrigatório para todas as mulheres.
Antes de pensar em aumentar o tamanho da penetração, precisamos entender se ainda existem pontos dolorosos e tensões importantes.
Não adianta simplesmente insistir em colocar objetos cada vez maiores se aquela musculatura ainda reproduz dor.
Quando utilizamos dilatadores, eles podem entrar posteriormente como uma ferramenta dentro da evolução da paciente.
Mas primeiro precisamos trabalhar aquilo que está mantendo o desconforto.
“Minha ginecologista examinou e disse que está tudo normal”
Isso é mais comum do que você imagina.
A paciente pode ter ultrassom normal, exames ginecológicos normais e continuar sentindo muita dor durante a relação.
Isso acontece porque o problema também pode estar relacionado ao sistema musculoesquelético do assoalho pélvico.
E uma tensão muscular ou um ponto miofascial doloroso não necessariamente aparecerá em um ultrassom.
É durante a avaliação funcional e a palpação da musculatura que conseguimos identificar essas alterações.
Dor na entrada e dor profunda são iguais?
Não.
Algumas mulheres sentem dor imediatamente na entrada da vagina.
Outras dizem:
“Na entrada não dói, mas quando entra mais fundo parece que bate em alguma coisa.”
Por isso, localizar exatamente onde a dor acontece é fundamental.
Uma avaliação de fisioterapia pélvica não deve tratar todas as pacientes com dor na relação da mesma forma.
Precisamos encontrar onde aquela dor está sendo reproduzida e quais estruturas estão envolvidas.
Você não precisa aprender a suportar a dor
Se toda vez que você tenta ter relação sente ardência, queimação, sensação de rasgar ou dificuldade para a penetração acontecer, existe algo que precisa ser investigado.
O objetivo da fisioterapia não é fazer você suportar cada vez mais dor até conseguir ter relação.
É justamente o contrário.
Precisamos encontrar os pontos que estão causando ou mantendo essa dor e tratá-los.
Fisioterapia pélvica para vaginismo e dor na relação em Santo André
Se você procura tratamento para vaginismo, dor na relação ou dificuldade de penetração em Santo André, a primeira consulta começa com uma avaliação detalhada para entender exatamente onde está a sua dor.
A partir do que encontramos na musculatura e nos tecidos do assoalho pélvico, o tratamento é direcionado para o seu caso.
Você não precisa apenas ouvir que precisa “relaxar”. Precisamos descobrir por que está doendo e tratar o que encontramos.
Entre em contato para agendar sua avaliação de fisioterapia pélvica.